A DELICADA RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E HIPERTENSÃO

A cirurgia bariátrica vem crescendo no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, em 2010 foram realizados 60 mil procedimentos em um cenário onde cerca de 40% da população está acima do peso, sendo 10% de obesos e 28% em estado de sobrepeso. O tratamento é considerado o mais eficaz, em longo prazo, na manutenção e perda de peso em indivíduos com obesidade mórbida ou com um grau de obesidade que induza o desenvolvimento de outras patologias, comprometendo a saúde.

 

 

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. César Augusto de Fazzio, o tratamento clínico para obesos mórbidos, na maior parte dos casos, é ineficaz. “Muitos desses pacientes falham na terapia clínica. A perda de peso se torna insuficiente e também não é mantida em longo prazo. Essas pessoas desenvolvem o chamado ‘efeito sanfona’, que por si só já é prejudicial e causa problemas ao longo da vida”, afirma o especialista.

 

 

A obesidade é um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças associadas, como as de origem cardiovascular, hipertensão arterial e diabetes melito. Além disso, a vida de uma pessoa com a doença é afetada em vários aspectos. Esses indivíduos podem sofrer prejuízos no desempenho de suas atividades físicas, sociais, profissionais, sexuais e passar por uma série de constrangimentos e preconceitos. “A cirurgia melhora consideravelmente a qualidade de vida e cura as comorbidades associadas, aumentando a sobrevida. Na maioria dos casos, a pessoa perde cerca de 70% do excesso de peso”, destaca o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Sérgio Arruda.

 

 

Para se submeter ao tratamento é necessário seguir critérios de indicação e ter o acompanhamento pré e pós-operatório de uma equipe multiprofissional, realizado por cardiologista, nutricionista, psicólogo, pneumologista e endocrinologista.

04/11/2013
   |   Fonte: Equipe do Site

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